ARQUIVO MORTO...
RESSUSCITÁ-LO É PRECISO!

Quanto vale o “arquivo morto” da sua empresa?

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Para a Best Work do Brasil o “arquivo morto” possui um valor inestimável, onde alguns milhares de reais poderão estar sendo perdidos.

Uma receita significativa poderá estar se deteriorando pelo instituto da prescrição e sendo corroída pelas traças.
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Matéria publicada na revista Livre Mercado, em novembro de 2003
Arquivo morto com valor de pedra rara

Best Work do Brasil faz o arquivo morto das empresas virar outro com recuperação de tributos como IPI e ICMS

Fernando Bella

Walter: 99% das empresas têm crédito escondido no arquivo

Quanto vale o arquivo morto das empresas? Alguns não dão a mínima importância ao amontoado de caixas que serve de banquete para traças e ratos. Mas o consultor tributário Walter Santos tem certeza de que está ali uma mina de ouro par a muitas empresas. Não por menos, investiu tempo e talento nos últimos 25 anos para garimpar os arquivos de mais de três mil empresas. É lá que Walter Santos encontra uma saída legal para aliviar a carga tributária de IPI e ICMS. A recuperação de tributos é a missão da equipe de 20 colaboradores da Best Work do Brasil, sediada na Capital, e de parceiros como a Edlei Comercial, em Santo André.

Para quem acha que arquivo morto é coisa do passado, o contador apresenta argumento relevante: “99% das empresas que trabalhamos conseguiram creditar impostos. Alguns casos alcançaram valores inimagináveis e podem até reerguer uma corporação”. Se a notícia para os empresários é boa, as entidades beneficentes batizadas por LIVRE MERCADO de Nossas Madres Terezas também podem comemorar. “Parte do valor recuperado nas empresas do Grande ABC será direcionada para essas entidades” – anuncia o empresário da Edlei, Antonio Helio Civali, referendo-se às 30 gentes sociais homenageadas pelo Prêmio Desempenho.

O trabalho de recuperação fiscal começa fotocopiando todas as notas fiscais dos últimos cinco anos lançadas pelas empresas. Na seqüência entra em cena o faro afinado de Walter Santos. É ele quem confere nota por nota e separa documentos em que algum tipo de material muito utilizado pela empresa não tenha sido creditado. Por lei, indústrias e comércios podem creditar impostos sobre matéria-prima, embalagens e materiais auxiliares. É nesse último item que as dúvidas aparecem. Material auxiliar é tudo aquilo utilizado no processo de produção e pode ser creditado.

Walter Santos cita o exemplo de uma multinacional que fabrica tubos de aço. No processo de estocagem, os tubos eram encapados com um tipo de embalagem muito caro. Na própria linha de produção, na própria linha de produção, percebeu-se que o papel de alto custo poderia ser substituído por papel higiênico. “Olhando as notas fiscais notei um consumo exagerado de papel higiênico. Ao questionarmos os funcionários, descobrimos que o papel higiênico tinha status de material auxiliar” - explica o especialista. As compras de papel higiênico puderam então ser creditadas.

Na maioria dos casos já está explicito na legislação os tipos de materiais que podem ser considerados auxiliares. Mas quando surge a dúvida, o material e o processo passam a ser avaliados pelos órgãos responsáveis como o Ministério da Fazenda para o IPI e a Secretaria de Estado da Fazenda para ICMS. “Assim que for considerado material auxiliar, o crédito já pode ser utilizado para a declaração seguinte” – reforça o contador.

Preconceito – O único obstáculo para a maior atuação da Best Work no Grande ABC é o preconceito em relação a esse tipo de consultoria. Muitos empresários consideram apenas mais uma tentativa em vão de amansar o leão nos cofres das companhias. Por isso, a equipe da Best Work trabalha apenas por indicação. “Na verdade, não estamos ressaltando a incompetência no cálculo feito nos cinco anos anteriores. Apenas vamos a fundo nos casos do IPI e ICMS em que fazemos verdadeira varredura” – argumenta o consultor tributário.

Ao se apresentar nas empresas, a equipe da Best Work traz como cartão de visitas a responsabilidade sobre os riscos de não haver crédito no arquivo morto. “Recebemos apenas após a recuperação do tributo e do valor creditado pela empresa” – afirma o diretor comercial Wagner Ignácio da Silva. Outro ponto importante é a possibilidade de compensação em outro tributo. Isso ocorre com o IPI. Com autorização do Ministério da fazenda, é possível creditar o valor do IPI para outros tributos federais, como PIS e Cofins.

criação: Marcelo Gaffa