| Best Work do Brasil faz o arquivo
morto das empresas virar outro com recuperação
de tributos como IPI e ICMS
Fernando Bella
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| Walter:
99% das empresas têm crédito escondido
no arquivo |
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Quanto vale o arquivo morto das empresas?
Alguns não dão a mínima importância
ao amontoado de caixas que serve de banquete para traças
e ratos. Mas o consultor tributário Walter Santos tem
certeza de que está ali uma mina de ouro par a muitas
empresas. Não por menos, investiu tempo e talento nos
últimos 25 anos para garimpar os arquivos de mais de
três mil empresas. É lá que Walter Santos
encontra uma saída legal para aliviar a carga tributária
de IPI e ICMS. A recuperação de tributos é
a missão da equipe de 20 colaboradores da Best Work
do Brasil, sediada na Capital, e de parceiros como a Edlei
Comercial, em Santo André.
Para quem acha que arquivo morto é
coisa do passado, o contador apresenta argumento relevante:
“99% das empresas que trabalhamos conseguiram creditar
impostos. Alguns casos alcançaram valores inimagináveis
e podem até reerguer uma corporação”.
Se a notícia para os empresários é boa,
as entidades beneficentes batizadas por LIVRE MERCADO de Nossas
Madres Terezas também podem comemorar. “Parte
do valor recuperado nas empresas do Grande ABC será
direcionada para essas entidades” – anuncia o
empresário da Edlei, Antonio Helio Civali, referendo-se
às 30 gentes sociais homenageadas pelo Prêmio
Desempenho.
O trabalho de recuperação
fiscal começa fotocopiando todas as notas fiscais dos
últimos cinco anos lançadas pelas empresas.
Na seqüência entra em cena o faro afinado de Walter
Santos. É ele quem confere nota por nota e separa documentos
em que algum tipo de material muito utilizado pela empresa
não tenha sido creditado. Por lei, indústrias
e comércios podem creditar impostos sobre matéria-prima,
embalagens e materiais auxiliares. É nesse último
item que as dúvidas aparecem. Material auxiliar é
tudo aquilo utilizado no processo de produção
e pode ser creditado.
Walter Santos cita o exemplo de uma
multinacional que fabrica tubos de aço. No processo
de estocagem, os tubos eram encapados com um tipo de embalagem
muito caro. Na própria linha de produção,
na própria linha de produção, percebeu-se
que o papel de alto custo poderia ser substituído por
papel higiênico. “Olhando as notas fiscais notei
um consumo exagerado de papel higiênico. Ao questionarmos
os funcionários, descobrimos que o papel higiênico
tinha status de material auxiliar” - explica o especialista.
As compras de papel higiênico puderam então ser
creditadas.
Na maioria dos casos já está
explicito na legislação os tipos de materiais
que podem ser considerados auxiliares. Mas quando surge a
dúvida, o material e o processo passam a ser avaliados
pelos órgãos responsáveis como o Ministério
da Fazenda para o IPI e a Secretaria de Estado da Fazenda
para ICMS. “Assim que for considerado material auxiliar,
o crédito já pode ser utilizado para a declaração
seguinte” – reforça o contador.
Preconceito
– O único obstáculo para a maior atuação
da Best Work no Grande ABC é o preconceito em relação
a esse tipo de consultoria. Muitos empresários consideram
apenas mais uma tentativa em vão de amansar o leão
nos cofres das companhias. Por isso, a equipe da Best Work
trabalha apenas por indicação. “Na verdade,
não estamos ressaltando a incompetência no cálculo
feito nos cinco anos anteriores. Apenas vamos a fundo nos
casos do IPI e ICMS em que fazemos verdadeira varredura”
– argumenta o consultor tributário.
Ao se apresentar nas empresas, a equipe
da Best Work traz como cartão de visitas a responsabilidade
sobre os riscos de não haver crédito no arquivo
morto. “Recebemos apenas após a recuperação
do tributo e do valor creditado pela empresa” –
afirma o diretor comercial Wagner Ignácio da Silva.
Outro ponto importante é a possibilidade de compensação
em outro tributo. Isso ocorre com o IPI. Com autorização
do Ministério da fazenda, é possível
creditar o valor do IPI para outros tributos federais, como
PIS e Cofins. |